
Sem caso de dengue há 5 meses, São Paulo se prepara para o verão
Com a proximidade do verão e do período de chuvas, a Prefeitura intensifica sua vigilância permanente contra o mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. A idéia é manter os bons resultados alcançados - os casos têm caído e desde junho deste ano não é registrado novo caso na cidade.
A proximidade do verão, as altas temperaturas e a ocorrência de chuvas formam as condições propícias à proliferação do Aedes aegypti, vetor da doença da dengue. Por isso, a Prefeitura intensifica sua vigilância permanente contra o mosquito. A idéia é manter os bons resultados nesta guerra – os casos de dengue têm caído e desde junho não é registrado novo caso na cidade.A ação intensficada de controle da dengue ocorre de 17 a 29 de novembro, com atividades de prevenção e orientação em todas as regiões da Cidade. Agentes de zoonoses e agentes comunitários, com apoio de funcionários das Subprefeituras, farão mutirões de cata-bagulho; limpeza de córregos; visitas de casa em casa; distribuição de telas protetoras de caixas d’água; vistoria em pontos estratégicos (borracharias, desmanches); palestras e vídeos educativos em escolas, teatro, pedágios, carreatas e gincanas.A responsável pela ação é a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), em parceria com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O objetivo é orientar o maior número de munícipes sobre a importância de eliminar os focos de desenvolvimento do Aedes aegypti.O esforço dos agentes nas ruas será complementado com a divulgação de ampla campanha de comunicação alertando a população para os riscos da doença e a prevenção necessária. Como cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados nas residências, é imprescindível a adesão da população.Número de casos teve queda abruptaOs casos de dengue em São Paulo caem desde o início do ano. Desde julho, não há registro de casos autóctones - com transmissão local - na Cidade. Enquanto em 2007 foram registrados 2.624 casos autóctones na capital, de janeiro a junho deste ano foram apenas 214 registros.A ausência de casos de transmissão local reflete fatores como a contratação de agentes de controle de zoonozes e a participação dos agentes comunitários do programa Saúde da Família (PSF) na eliminação de criadouros do mosquito e orientações à população.Em novembro de 2007, 5.700 agentes comunitários do PSF foram capacitados para atuar na repressão à doença, complementando o trabalho realizado pelos 2,5 mil agentes de zoonoses. O trabalho feito com as Subprefeituras também é importante. As chamadas Operações Cata-Bagulho retiraram, entre janeiro e abril de 2008, 6,5 mil toneladas de entulho das ruas paulistanas, após 221 ações desse tipo.Além disso, de acordo com Censo Larvário, o número de larvas do Aedes aegypti em São Paulo neste ano é quatro vezes menor que em 2007. Foram encontradas larvas em apenas 0,06% dos imóveis visitados – em 2007, o índice foi de 0,24%. O Ministério da Saúde recomenda que o índice predial não ultrapasse 1%.O local onde mais foram encontradas larvas são potinhos, latas, garrafas e frascos. Em segundo, estão os pratos para vasos de plantas e os vasos que recebem plantas como orquídeas e bromélias. Caixas d'água, antigamente um dos maiores redutos, hoje são apenas o sexto lugar com mais larvas do mosquito. Segundo coordenadores do programa, este índice é resultado das campanhas de estímulo à sua vedação.Os números favoráveis, no entanto, não são motivo de relaxamento nos cuidados para evitar novos casos de dengue, alertam os técnicos. O trabalho é ininterrupto. “A participação de todos continua sendo decisiva para a não ocorrência de novos casos de dengue”, reforça a médica sanitarista Bronislawa de Castro, coordenadora do Programa Municipal de Vigilância e Controle da Dengue.Veja o que fazer para afastar o risco da dengue em sua casaPratos de vasos:Dentro de casa: colocar areia grossa.Fora de casa: retirar ou virar ao contrário.Tampinhas, latinhas e embalagens:Recolher em saco plástico, fechar bem e colocar no lixo.Cobrir ou guardar em local protegido da chuva, se for para reciclagem.Garrafas, baldes e vasos vazios:Virar com a boca para baixo.Cobrir e colocar em local protegido da chuva.Bebedouros de animais domésticos:Lavar diariamente com bucha e sabão.Lavar e guardar antes de viajar.Caixas d'água:Verificar a tampa e trocar se estiver quebrada. Lavar e esfregar as paredes.Se não puder comprar outra, coloque ao menos uma touca protetora.Calhas:Desentupir e limpar para a água correr livremente.Lajes:Retirar água acumulada após a chuva.Corrigir o nível da laje para não formar poças.Cacos de vidro em muros:Revisar pontos de acúmulo de água e quebrar os que acumulam o líquido.Bromélias, Espadas de São Jorge e outras plantas que acumulam água:Tirar a água das folhas. Colocar água só na terra.Retirar as plantas das áreas externas da casa.Pneus usados:Furar ou jogar sal, cobrir ou colocar em local protegido da chuva.Entregar aos agentes da Operação Cata-Bagulho.Piscinas:Clorar a água.Manter coberta quando não estiver em uso.Entulhos de obras (canos, latas de tinta, restos de telhas ou ladrilhos, peças de banheiro e outros):Destinar ao lixo reciclável ou à Operação Cata-Bagulho.Cobrir e colocar em local coberto.
A proximidade do verão, as altas temperaturas e a ocorrência de chuvas formam as condições propícias à proliferação do Aedes aegypti, vetor da doença da dengue. Por isso, a Prefeitura intensifica sua vigilância permanente contra o mosquito. A idéia é manter os bons resultados nesta guerra – os casos de dengue têm caído e desde junho não é registrado novo caso na cidade.A ação intensficada de controle da dengue ocorre de 17 a 29 de novembro, com atividades de prevenção e orientação em todas as regiões da Cidade. Agentes de zoonoses e agentes comunitários, com apoio de funcionários das Subprefeituras, farão mutirões de cata-bagulho; limpeza de córregos; visitas de casa em casa; distribuição de telas protetoras de caixas d’água; vistoria em pontos estratégicos (borracharias, desmanches); palestras e vídeos educativos em escolas, teatro, pedágios, carreatas e gincanas.A responsável pela ação é a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), em parceria com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O objetivo é orientar o maior número de munícipes sobre a importância de eliminar os focos de desenvolvimento do Aedes aegypti.O esforço dos agentes nas ruas será complementado com a divulgação de ampla campanha de comunicação alertando a população para os riscos da doença e a prevenção necessária. Como cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados nas residências, é imprescindível a adesão da população.Número de casos teve queda abruptaOs casos de dengue em São Paulo caem desde o início do ano. Desde julho, não há registro de casos autóctones - com transmissão local - na Cidade. Enquanto em 2007 foram registrados 2.624 casos autóctones na capital, de janeiro a junho deste ano foram apenas 214 registros.A ausência de casos de transmissão local reflete fatores como a contratação de agentes de controle de zoonozes e a participação dos agentes comunitários do programa Saúde da Família (PSF) na eliminação de criadouros do mosquito e orientações à população.Em novembro de 2007, 5.700 agentes comunitários do PSF foram capacitados para atuar na repressão à doença, complementando o trabalho realizado pelos 2,5 mil agentes de zoonoses. O trabalho feito com as Subprefeituras também é importante. As chamadas Operações Cata-Bagulho retiraram, entre janeiro e abril de 2008, 6,5 mil toneladas de entulho das ruas paulistanas, após 221 ações desse tipo.Além disso, de acordo com Censo Larvário, o número de larvas do Aedes aegypti em São Paulo neste ano é quatro vezes menor que em 2007. Foram encontradas larvas em apenas 0,06% dos imóveis visitados – em 2007, o índice foi de 0,24%. O Ministério da Saúde recomenda que o índice predial não ultrapasse 1%.O local onde mais foram encontradas larvas são potinhos, latas, garrafas e frascos. Em segundo, estão os pratos para vasos de plantas e os vasos que recebem plantas como orquídeas e bromélias. Caixas d'água, antigamente um dos maiores redutos, hoje são apenas o sexto lugar com mais larvas do mosquito. Segundo coordenadores do programa, este índice é resultado das campanhas de estímulo à sua vedação.Os números favoráveis, no entanto, não são motivo de relaxamento nos cuidados para evitar novos casos de dengue, alertam os técnicos. O trabalho é ininterrupto. “A participação de todos continua sendo decisiva para a não ocorrência de novos casos de dengue”, reforça a médica sanitarista Bronislawa de Castro, coordenadora do Programa Municipal de Vigilância e Controle da Dengue.Veja o que fazer para afastar o risco da dengue em sua casaPratos de vasos:Dentro de casa: colocar areia grossa.Fora de casa: retirar ou virar ao contrário.Tampinhas, latinhas e embalagens:Recolher em saco plástico, fechar bem e colocar no lixo.Cobrir ou guardar em local protegido da chuva, se for para reciclagem.Garrafas, baldes e vasos vazios:Virar com a boca para baixo.Cobrir e colocar em local protegido da chuva.Bebedouros de animais domésticos:Lavar diariamente com bucha e sabão.Lavar e guardar antes de viajar.Caixas d'água:Verificar a tampa e trocar se estiver quebrada. Lavar e esfregar as paredes.Se não puder comprar outra, coloque ao menos uma touca protetora.Calhas:Desentupir e limpar para a água correr livremente.Lajes:Retirar água acumulada após a chuva.Corrigir o nível da laje para não formar poças.Cacos de vidro em muros:Revisar pontos de acúmulo de água e quebrar os que acumulam o líquido.Bromélias, Espadas de São Jorge e outras plantas que acumulam água:Tirar a água das folhas. Colocar água só na terra.Retirar as plantas das áreas externas da casa.Pneus usados:Furar ou jogar sal, cobrir ou colocar em local protegido da chuva.Entregar aos agentes da Operação Cata-Bagulho.Piscinas:Clorar a água.Manter coberta quando não estiver em uso.Entulhos de obras (canos, latas de tinta, restos de telhas ou ladrilhos, peças de banheiro e outros):Destinar ao lixo reciclável ou à Operação Cata-Bagulho.Cobrir e colocar em local coberto.

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